{"id":11716,"date":"2024-03-09T08:57:44","date_gmt":"2024-03-09T08:57:44","guid":{"rendered":"https:\/\/gaggaalliance.org\/como-a-comunidade-quilombola-esta-nos-lembrando-que-a-luta-contra-o-racismo-ambiental-e-uma-luta-pela-justica-climatica\/"},"modified":"2024-03-09T08:57:44","modified_gmt":"2024-03-09T08:57:44","slug":"como-a-comunidade-quilombola-esta-nos-lembrando-que-a-luta-contra-o-racismo-ambiental-e-uma-luta-pela-justica-climatica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gaggaalliance.org\/es\/como-a-comunidade-quilombola-esta-nos-lembrando-que-a-luta-contra-o-racismo-ambiental-e-uma-luta-pela-justica-climatica\/","title":{"rendered":"Como A Comunidade Quilombola Est\u00e1 Nos Lembrando Que A Luta Contra O Racismo Ambiental \u00c9 Uma Luta Pela Justi\u00e7a Clim\u00e1tica"},"content":{"rendered":"<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Comunidade Quilombola: A luta contra o racismo ambiental \u00e9 uma luta por justi\u00e7a clim\u00e1tica - Brasil\" width=\"500\" height=\"281\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/_R-6P3hl02I?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<h2><b>Resumo<\/b><\/h2>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Desde 2007, o rio Tatuoca, vital para a comunidade quilombola da Ilha de Merc\u00eas, em Ipojuca, nordeste do Brasil, tem sofrido o impacto cr\u00edtico de uma barragem constru\u00edda pelo Complexo Industrial Portu\u00e1rio de SUAPE. Essa barragem, planejada como tempor\u00e1ria para o acesso ao estaleiro, interrompeu drasticamente o ecossistema do rio, devastando os manguezais e a subsist\u00eancia da comunidade. Afetando predominantemente as mulheres que dependem desses manguezais para a pesca de subsist\u00eancia, essa situa\u00e7\u00e3o \u00e9 um exemplo de racismo ambiental &#8211; uma comunidade marginalizada e historicamente oprimida que sofre o impacto dos danos ambientais. A resposta resiliente da comunidade envolveu mobiliza\u00e7\u00e3o, protestos p\u00fablicos e a\u00e7\u00f5es legais, levando \u00e0 reabertura parcial do rio em agosto de 2021. No entanto, sua luta continua, exigindo a restaura\u00e7\u00e3o total e a responsabiliza\u00e7\u00e3o, destacando uma luta mais ampla pela justi\u00e7a ambiental, racial e de g\u00eanero.<\/span><\/p>\n<h3><b>Falsa Solu\u00e7\u00e3o Clim\u00e1tica Que Afeta A Comunidade Quilombola<\/b><\/h3>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Em 2007, o Complexo Industrial Portu\u00e1rio de SUAPE, em Pernambuco, Brasil, iniciou um projeto com graves consequ\u00eancias: a constru\u00e7\u00e3o de uma barragem de enrocamento sobre o Rio Tatuoca. Esse rio, que forma uma parte essencial de um complexo estuarino entre Cabo de Santo Agostinho e Ipojuca, n\u00e3o \u00e9 apenas um curso d&#8217;\u00e1gua; ele \u00e9 a for\u00e7a vital de v\u00e1rias comunidades de pescadores, principalmente da comunidade quilombola da Ilha de Merc\u00eas &#8211; descendentes diretos de pessoas escravizadas e historicamente oprimidas. Aqui, o rio Tatuoca \u00e9 mais do que um recurso natural; \u00e9 parte integrante de sua identidade cultural, uma fonte crucial de sustento e um meio de subsist\u00eancia.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A constru\u00e7\u00e3o da represa, especialmente perto da foz do rio, interrompeu radicalmente o delicado equil\u00edbrio do ecossistema. O fluxo e o refluxo das mar\u00e9s, que antes eram o ritmo de vida da vegeta\u00e7\u00e3o de mangue e da fauna que ela sustentava, foram alterados de forma irreconhec\u00edvel. Esse transtorno ecol\u00f3gico levou \u00e0 morte gradual dos manguezais, privando a comunidade quilombola da Ilha de Merc\u00eas e outros pescadores locais de sua principal fonte de alimento e renda.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Essa crise ambiental foi exacerbada pela exist\u00eancia prolongada da barragem. O que era para ser uma estrutura tempor\u00e1ria se transformou em um bloqueio de 17 anos, sufocando o rio, seus manguezais e a fauna, bem como as comunidades que dependem deles. Essa a\u00e7\u00e3o do SUAPE, motivada por interesses comerciais para novos projetos no territ\u00f3rio quilombola, como refinarias de petr\u00f3leo, terminais de min\u00e9rios e estaleiros, aliada \u00e0 neglig\u00eancia ou mesmo cumplicidade dos \u00f3rg\u00e3os de fiscaliza\u00e7\u00e3o ambiental, evidencia uma tend\u00eancia preocupante de racismo ambiental.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A express\u00e3o \u00abRacismo ambiental\u00bb \u00e9 um termo utilizado para descrever situa\u00e7\u00f5es de injusti\u00e7a social no meio ambiente em um contexto racializado, ou seja, em que comunidades pertencentes a minorias \u00e9tnicas, como popula\u00e7\u00f5es ind\u00edgenas, negras e asi\u00e1ticas, s\u00e3o particularmente afetadas. O termo denuncia que a distribui\u00e7\u00e3o dos impactos ambientais n\u00e3o ocorre de forma igualit\u00e1ria entre a popula\u00e7\u00e3o, sendo que a parcela marginalizada e historicamente invisibilizada \u00e9 a mais afetada pela polui\u00e7\u00e3o e pela degrada\u00e7\u00e3o ambiental. O conceito foi criado para descrever a forma como as popula\u00e7\u00f5es mais pobres e marginalizadas s\u00e3o desproporcionalmente afetadas por impactos ambientais negativos, como polui\u00e7\u00e3o do ar, contamina\u00e7\u00e3o da \u00e1gua, inunda\u00e7\u00f5es e desmatamento. Isso acontece porque essas popula\u00e7\u00f5es geralmente t\u00eam menos poder pol\u00edtico e econ\u00f4mico para evitar ou remediar esses impactos.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A situa\u00e7\u00e3o da comunidade quilombola da Ilha de Merc\u00eas em face da constru\u00e7\u00e3o da barragem sobre o rio Tatuoca pela SUAPE \u00e9 um exemplo claro. A constru\u00e7\u00e3o e a presen\u00e7a prolongada da barragem n\u00e3o apenas alteraram fisicamente a paisagem, mas tamb\u00e9m infligiram graves danos ambientais que afetaram diretamente a vida e os meios de subsist\u00eancia da comunidade quilombola. Esse n\u00e3o \u00e9 um incidente isolado, mas parte de um padr\u00e3o mais amplo em que afrodescendentes, povos ind\u00edgenas e grupos economicamente desfavorecidos s\u00e3o frequentemente submetidos a n\u00edveis mais altos de risco ambiental do que seus pares mais ricos, geralmente brancos. Nesse caso, a decis\u00e3o de construir e manter a barragem pr\u00f3xima ao rio Tatuoca, apesar de seus efeitos prejudiciais, reflete uma desconsidera\u00e7\u00e3o sist\u00eamica das preocupa\u00e7\u00f5es ambientais e de sa\u00fade da comunidade quilombola.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Os efeitos adversos dessa neglig\u00eancia ambiental s\u00e3o sentidos de forma mais aguda pelas mulheres da comunidade. Enquanto os homens costumam pescar em mar aberto, s\u00e3o predominantemente as mulheres que se dedicam \u00e0 pesca artesanal nas \u00e1reas de mangue do estu\u00e1rio. A destrui\u00e7\u00e3o desses manguezais afeta diretamente sua dieta, renda e sa\u00fade em geral. Esse impacto com vi\u00e9s de g\u00eanero dos danos ambientais n\u00e3o apenas ressalta a interseccionalidade do racismo ambiental, mas tamb\u00e9m destaca como as mudan\u00e7as ambientais podem exacerbar as desigualdades de g\u00eanero existentes. Para as mulheres da Ilha de Merc\u00eas, a degrada\u00e7\u00e3o do Rio Tatuoca n\u00e3o \u00e9 apenas um desastre ecol\u00f3gico; \u00e9 uma amea\u00e7a existencial ao seu modo de vida, \u00e0 sua sa\u00fade e ao seu patrim\u00f4nio cultural.<\/span><\/p>\n<h3><b>Solu\u00e7\u00e3o clim\u00e1tica com justi\u00e7a de g\u00eanero<\/b><\/h3>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A comunidade embarcou em uma campanha multifacetada para lidar com a grave injusti\u00e7a ambiental causada pela constru\u00e7\u00e3o da represa no Rio Tatuoca. Sua estrat\u00e9gia abrangeu uma combina\u00e7\u00e3o de defesa, conscientiza\u00e7\u00e3o p\u00fablica e a\u00e7\u00e3o legal. Por meio de uma s\u00e9rie de reuni\u00f5es e audi\u00eancias p\u00fablicas, eles intensificaram os esfor\u00e7os para influenciar os \u00f3rg\u00e3os de inspe\u00e7\u00e3o. Ao mesmo tempo, lan\u00e7aram a campanha de comunica\u00e7\u00e3o \u00abRios Livres, Mangues Vivos\u00bb, que desempenhou um papel fundamental na conscientiza\u00e7\u00e3o do p\u00fablico sobre a quest\u00e3o. A pedra angular de sua abordagem foi o lit\u00edgio estrat\u00e9gico, levando o caso aos tribunais para buscar justi\u00e7a.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Esse esfor\u00e7o conjunto produziu resultados significativos. Em primeiro lugar, aumentou a conscientiza\u00e7\u00e3o e o envolvimento do p\u00fablico, chamando a aten\u00e7\u00e3o de forma generalizada para as injusti\u00e7as ambientais enfrentadas pela comunidade. Em segundo lugar, estimulou respostas mais proativas dos \u00f3rg\u00e3os p\u00fablicos, principalmente do Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal e da Defensoria P\u00fablica da Uni\u00e3o. Esses desenvolvimentos levaram a mudan\u00e7as tang\u00edveis no local. Em agosto de 2021, a empresa p\u00fablica SUAPE iniciou a reabertura parcial da barragem, criando uma abertura de 34 metros na estrutura de mais de 170 metros. Essa a\u00e7\u00e3o proporcionou um al\u00edvio imediato, embora parcial, para o rio e iniciou a restaura\u00e7\u00e3o do ecossistema de manguezal.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Apesar desse progresso, a comunidade reconheceu que a batalha estava longe de terminar. A comunidade continua a defender a reabertura total do rio, insistindo na remo\u00e7\u00e3o completa da barragem. Sua persist\u00eancia rendeu frutos em uma audi\u00eancia de concilia\u00e7\u00e3o, na qual garantiram um compromisso para a reabertura total do rio Tatuoca nos meses seguintes. Esse compromisso representou um marco significativo em sua luta de mais de 15 anos para restaurar o rio Tatuoca, aproximando a comunidade a uma grande vit\u00f3ria: a recupera\u00e7\u00e3o total do rio e a compensa\u00e7\u00e3o pelos extensos danos materiais e morais sofridos ao longo dos anos.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Embora a reabertura parcial do rio seja um passo positivo, a comunidade continua firme em sua demanda pela reabertura completa e imediata do rio Tatuoca. A comunidade tamb\u00e9m busca responsabilizar o Complexo Industrial Portu\u00e1rio de SUAPE pelos danos irrevers\u00edveis causados por mais de 15 anos de obstru\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<h3><b>Chamada \u00e0 A\u00e7\u00e3o<\/b><\/h3>\n<blockquote><p><i><span style=\"font-weight: 400;\">Nossa luta contra a barragem \u00e9 mais do que uma quest\u00e3o local; \u00e9 um microcosmo da luta global por justi\u00e7a e equidade ambiental. Ela ressalta a necessidade urgente de financiamento clim\u00e1tico que reconhe\u00e7a e apoie solu\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas com justi\u00e7a de g\u00eanero e que abordem a justi\u00e7a racial em n\u00edvel local. O caso do Quilombo Ilha de Merc\u00eas n\u00e3o \u00e9 isolado. Ele faz parte da luta global por justi\u00e7a ambiental, racial e de g\u00eanero. Pedimos apoio e investimento em solu\u00e7\u00f5es reais que promovam a inclus\u00e3o e abordem as desigualdades sist\u00eamicas que perpetuam o racismo ambiental.<\/span><\/i><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">&#8211; <\/span><b>F\u00f3rum Suape &#8211; Espa\u00e7o Socioambiental<\/b><\/p><\/blockquote>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A hist\u00f3ria do Rio Tatuoca e da comunidade da Ilha de Merc\u00eas destaca a necessidade urgente de financiamento clim\u00e1tico que tenha como base a justi\u00e7a racial e de g\u00eanero. O apoio financeiro poderia desempenhar um papel fundamental na restaura\u00e7\u00e3o e preserva\u00e7\u00e3o de ecossistemas vitais, como os manguezais do Rio Tatuoca, que s\u00e3o cruciais para a subsist\u00eancia das comunidades locais, especialmente das mulheres. Esse financiamento \u00e9 necess\u00e1rio n\u00e3o apenas para projetos de restaura\u00e7\u00e3o ambiental, mas tamb\u00e9m para apoiar a defesa liderada pela comunidade e a\u00e7\u00f5es legais contra injusti\u00e7as ambientais. Ao garantir que o financiamento clim\u00e1tico seja justo em termos de g\u00eanero, reconhecendo os desafios e as contribui\u00e7\u00f5es singulares das mulheres nessas comunidades e liderando o trabalho na linha de frente, os esfor\u00e7os podem ser mais eficazes para lidar com o impacto desproporcional do racismo e da degrada\u00e7\u00e3o ambiental sobre as mulheres e promover sua participa\u00e7\u00e3o ativa na tomada de decis\u00f5es e nas iniciativas de restaura\u00e7\u00e3o ambiental.<\/span><\/p>\n<h3><b>Quem apoia essa solu\u00e7\u00e3o clim\u00e1tica com justi\u00e7a de g\u00eanero?<\/b><\/h3>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\"><a href=\"https:\/\/forumsuape.org.br\/\">F\u00f3rum Suape &#8211; Espa\u00e7o Socioambiental<\/a> \u00e9 uma organiza\u00e7\u00e3o que atua junto \u00e0s comunidades afetadas pelo Complexo Industrial Portu\u00e1rio de Suape (CIPS), no litoral sul de Pernambuco, apoiando-as por meio de a\u00e7\u00f5es pedag\u00f3gicas, jur\u00eddicas e de visibilidade, buscando assim fortalecer sua capacidade de organiza\u00e7\u00e3o e influ\u00eancia pol\u00edtica.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">&#8212;<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400; font-size: 14px;\">Esta \u00e9 uma hist\u00f3ria dentre muitas da rede da Global Alliance for Green and Gender Action (GAGGA), na qual mulheres, meninas, pessoas trans, intersexo e n\u00e3o bin\u00e1rias de comunidades locais e ind\u00edgenas est\u00e3o na vanguarda da luta pela justi\u00e7a clim\u00e1tica e ambiental contra falsas solu\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas. Chegou a hora de investir em solu\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas transformadoras lideradas por mulheres, meninas, pessoas intersexo, n\u00e3o bin\u00e1rias e trans e parar o investimento em falsas solu\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas. Apoie a defesa dos direitos humanos e invista na lideran\u00e7a das mulheres em solu\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas com justi\u00e7a de g\u00eanero!<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-weight: 400;\"><span style=\"vertical-align: inherit;\"><span style=\"vertical-align: inherit;\">GAGGA will be present at CSW68 between March 11 and 22, 2024. For collaboration opportunities and to learn more, contact Noemi Gr\u00fctter, GAGGA Co-Coordinator, Responsible for Advocacy and Collaborations: <\/span><\/span><a href=\"mailto:n.grutter@fondocentroamericano.org\"><span style=\"vertical-align: inherit;\"><span style=\"vertical-align: inherit;\">n.grutter@fondocentroamericano.org<\/span><\/span><\/a><span style=\"vertical-align: inherit;\"><span style=\"vertical-align: inherit;\"> . <\/span><span style=\"vertical-align: inherit;\">For more information about this article and the work of F\u00f3rum Suape Espa\u00e7o Socioambientali&#8217;s and to get in touch directly, visit <\/span><\/span><\/span><a href=\"https:\/\/forumsuape.org.br\/\"><span style=\"font-weight: 400;\"><span style=\"vertical-align: inherit;\"><span style=\"vertical-align: inherit;\">https:\/\/forumsuape.org.br\/<\/span><\/span><\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\"><span style=\"vertical-align: inherit;\"><span style=\"vertical-align: inherit;\"> , @Forumsuape on Twitter or <\/span><\/span><\/span><a href=\"mailto:Forumsuape@forumsuape.com.br\"><span style=\"font-weight: 400;\"><span style=\"vertical-align: inherit;\"><span style=\"vertical-align: inherit;\">Forumsuape@forumsuape.com.br<\/span><\/span><\/span><\/a><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12px;\"><i><span style=\"vertical-align: inherit;\"><span style=\"vertical-align: inherit;\">This story and GAGGA&#8217;s actions at CSW68 are supported by\u00a0 <\/span><\/span><a href=\"https:\/\/www.international.gc.ca\/global-affairs-affaires-mondiales\/home-accueil.aspx?lang=eng\"><span style=\"vertical-align: inherit;\"><span style=\"vertical-align: inherit;\">Global Affairs Canada<\/span><\/span><\/a><span style=\"vertical-align: inherit;\"><span style=\"vertical-align: inherit;\"> \u00a0and the\u00a0 <\/span><\/span><a href=\"https:\/\/www.government.nl\/ministries\/ministry-of-foreign-affairs\"><span style=\"vertical-align: inherit;\"><span style=\"vertical-align: inherit;\">Dutch Ministry of Foreign Affairs<\/span><\/span><\/a><span style=\"vertical-align: inherit;\"><span style=\"vertical-align: inherit;\"> . <\/span><span style=\"vertical-align: inherit;\">Your contribution has been instrumental in GAGGA&#8217;s efforts to highlight critical voices and issues at CSW68.<\/span><\/span><\/i><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Resumo Desde 2007, o rio Tatuoca, vital para a comunidade quilombola da Ilha de Merc\u00eas, em Ipojuca, nordeste do Brasil, tem sofrido o impacto cr\u00edtico de uma barragem constru\u00edda pelo Complexo Industrial Portu\u00e1rio de SUAPE. 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